{"id":150,"date":"2024-02-10T12:59:02","date_gmt":"2024-02-10T15:59:02","guid":{"rendered":"https:\/\/picciblog.com.br\/?page_id=150"},"modified":"2024-03-16T10:04:16","modified_gmt":"2024-03-16T13:04:16","slug":"o-fim-triste-de-um-sonho","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/o-fim-triste-de-um-sonho\/","title":{"rendered":"O FIM TRISTE DE UM SONHO"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O FIM TRISTE DE UM SONHO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conto Francisco Piccirilo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pequeno lugarejo, encravado no meio do Estado, em cujo lugar, tirando a vida agr\u00edcola de alguns fazendeiros que preferiam morar na Capital e l\u00e1 gastar os lucros de suas propriedades rurais e alguns negociantes de beira de estradas, S\u00e3o Lu\u00eds era lembrada somente por seus habitantes, quando se registravam explos\u00f5es nas f\u00e1bricas de fogos de artif\u00edcios, \u00fanico ramo industrial que prosperava no lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguro de vida e contra acidentes; f\u00e9rias; abono de Natal; horas extras; descanso remunerado; aposentadoria; fundo de garantia; prote\u00e7\u00e3o ao menor trabalhador e as senhoras, bem como o PIS e outras coisas mais, estavam em estados para aplica\u00e7\u00f5es remot\u00edssimas. Quem morresse ia para o cemit\u00e9rio e os aleijados iam pedir esmolas. &#8220;Dura lex, sede lex&#8221;, para o pobre do trabalhador. N\u00e3o havia lei alguma de amparo.<\/p>\n\n\n\n<p>Explos\u00e3o, \u00e9 claro, que n\u00e3o existia todos os dias; ningu\u00e9m iria trabalhar, mas o perigo rondava o oper\u00e1rio diariamente. O m\u00e9rito da explos\u00e3o estava na sua grandeza; quanto mais v\u00edtimas fazia, mais importante era.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro-me muito bem que certa vez, v\u00e9spera de Quarta-Feira de Cinzas,&nbsp;quando&nbsp;come\u00e7ava o per\u00edodo quaresmal na igreja cat\u00f3lica, o gerente da f\u00e1brica S\u00e3o Nicolau, homem incr\u00e9dulo, antecipando a poss\u00edvel falta de seus auxiliares devotos, bradou em alta voz para a turma, qual comandante carrasco.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Amanh\u00e3 vamos trabalhar!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Mas amanh\u00e3 \u00e9 o primeiro dia de quaresmal Dia de cinzas, bradou um dos empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Quaresma ou torresmo, tudo \u00e9 igual, por isso vamos trabalhar e quem faltar ao servi\u00e7o, tr\u00eas dias de gancho falou, est\u00e1 falado. Mas viram o esp\u00edrito porco do homem? Comparou a quaresma com torresmo, embora o torresmo de porco seja um bom petisco.<\/p>\n\n\n\n<p>De ter\u00e7a feira de carnaval nem se lembraram.&nbsp; Feriado n\u00e3o era mesmo e o povo do lugar preferia respeitar os santos do que o diabo, mas n\u00e3o adiantou nada. No outro dia o pessoal foi trabalhar. Era prefer\u00edvel, que perd\u00ea-lo. Afinal, no pagamento o dia perdido fazia falta. Mas o chefe, sempre rabugento, ao perfurar com uma agulha uma bomba de certo calibre, n\u00e3o observando as t\u00e9cnicas necess\u00e1rias, viu-a explodir em suas m\u00e3os, diante de seus olhos estupefatos. Resultado, teve de ser conduzido \u00e0 cidade mais pr\u00f3xima para um atendimento de urg\u00eancia, infelizmente perdeu a m\u00e3o e o emprego. Para o pessoal, aquilo&nbsp;foi&nbsp;Castigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Explos\u00f5es, conforme dissemos, n\u00e3o eram frequentes, gra\u00e7as a Deus, mas quando aconteciam, o trabalhador ou trabalhadores ficavam marcados e marcados ficavam tamb\u00e9m suas fam\u00edlias. Passado o desastre e S\u00e3o Lu\u00eds tinha v\u00e1rias f\u00e1bricas pequenas, m\u00e9dias; havia uma bem maior, a S\u00e3o Nicolau, voltava novamente a normalidade, at\u00e9 que outra explos\u00e3o acontecesse. O povo esquecia facilmente o desastre e os industri\u00e1rios, que precisavam ganhar seu p\u00e3o de todos os dias, tamb\u00e9m regressavam ao trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando garoto trabalhei na f\u00e1brica S\u00e3o Nicolau e sempre escutava o pessoal dizer que, se o dep\u00f3sito dessa ind\u00fastria explodisse, a explos\u00e3o abriria fendas nas ruas e tragaria a pequena<\/p>\n\n\n\n<p>cidade. Valha-nos S\u00e3o Luis. Voz do Povo \u00e9 a voz de Deus e por isso os acidentes n\u00e3o chegavam a serem t\u00e3o desastrosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia em S\u00e3o Luis entre as fam\u00edlias, uma outra, cujo chefe, de nome Jacinto, era tido por seus filhos como homem duro, severo, en\u00e9rgico. Com ele n\u00e3o havia papo furado. Trabalhador, seguro de si mesmo, impunha uma certa dinastia \u00e0 mulher e filhos. Trabalhava na f\u00e1brica S\u00e3o Nicolau com seus dois filhos: Leonor, mo\u00e7a de vinte anos mais ou menos e Jo\u00e3o, conhecido por Jo\u00e3ozinho, regulando&nbsp;quinze.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e1brica S\u00e3o Nicolau, de Lusardo Batista, ficava um pouco distanciada do centro do lugarejo e a mesma, mais distante una quinhentos metros, possui outra, bem menor, ocupando um &nbsp;pr\u00e9dio que fora antigamente sede de um grande e prospero sitio. Ali operava um grupo de homens, senhoras e menores, inclusive Leonor e Jo\u00e3ozinho, dirigidos por Pedro Vaques.<\/p>\n\n\n\n<p>A casa adaptada, como fora, para uma pequena ind\u00fastria, tinha de tudo o que ora necess\u00e1rio a um trabalho cont\u00ednuo. Al\u00e9m de mat\u00e9ria prima, possui mesas, bancos, ferramentas e outras miudezas. Pregado nos batentes das janelas ficavam os pregos sem cabe\u00e7as, com que os oficiais ran\u00e7avam os barbantes encerrando-os com coras ap\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estava eu no grupo escolar e nessa \u00e9poca devia ter meus oitos anos de idade. Eu trabalhava no per\u00edodo da tarde, segundo permiss\u00e3o da ger\u00eancia. Na escola, entre os colegas mantinha boas rela\u00e7\u00f5es com o Levizinho, derivativo de Levi, que era filho de Luzardo. As dez horas, a sineta tocou anunciando o intervalo escolar, t\u00e3o esperado. Sa\u00edmos e enquanto tom\u00e1vamos o lanche e brinc\u00e1vamos no p\u00e1tio ouvimos um enorme estouro. Era uma das explos\u00f5es, que pelo ruido, parecia maior que as normais. O Levizinho, encostando-se na parede come\u00e7ou a chorar copiosamente.&nbsp;N\u00e3o&nbsp;sei se era por piedade dos poss\u00edveis desgra\u00e7ados ou pelos preju\u00edzos que seu pai teria. O Diretor do Grupo Escolar nem esperou completar a meia hora de descanso. Determinou o regresso as classes, para evitar desesperos e coment\u00e1rios. A maioria dos alunos tinham pais, irm\u00e3os, tios e outros * parentes nas f\u00e1bricas. Eu tinha meu pai e como minha m\u00e3e sofria ao escutar o estalar de um bombinha qualquer. Os alunos, ainda que menores, sabiam, pelo costume e tradi\u00e7\u00e3o avaliar os efeitos de um estampido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao regressar da escola ao meio-dia, notei que na casa de Jacinto havia um movimento de gente. Mas o pior eram os gritos e gemidos nada comuns naquela resid\u00eancia. Soube depois que Leonor estava gravemente queimada e Jo\u00e3ozinho, inerte em cima da mesa, estava morto. Um tijolo atingira-o no lado direito, na altura dos rins, al\u00e9m das graves queimaduras recebidas o que lhe foi muito fatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pai, m\u00e3e, parentes, vizinhos e at\u00e9 o patr\u00e3o ficaram sensibilizados com o terr\u00edvel acidente. Leonor, variando talvez, pelas fortes queimaduras recebidas e sem os socorros de urg\u00eancias que deveria ter recebido, n\u00e3o cansava de repetir aos consulentes, o sonho tr\u00e1gico que seu irm\u00e3o tivera durante a noite. Porque ouviu e n\u00e3o o impedira de trabalhar pelo temor de&nbsp;seu&nbsp;pai,&nbsp;considerava-se culpada e criminosa. O remorso do\u00eda-lhe mais que as queimaduras recebidas no rosto, m\u00e3os e outras partes do corpo, quando tentara salvar Jo\u00e3ozinho, que preso, debatia-se para escapar do violento inc\u00eandio e estilha\u00e7os que pipocavam por todos os lados. As paredes da casa fenderam-se e a maioria dos empregados com menos ou mais gravidades, sa\u00edram queimados e machucados do servi\u00e7o. Tamb\u00e9m Pedro, o mestre, saiu bastante ferido ac tentar salvar seu pequeno auxiliar. Durante a * explos\u00e3o e o alastrar do fogo pelos c\u00f4modos da casa, s\u00f3 se ouviam gritos misturados com os estampidos das bombas.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3ozinho era um rapaz esperto, inteligente, obediente, brincalh\u00e3o, trabalhador, consciente de sua responsabilidade. Seus amigos o apreciavam e os vizinhos o estimavam muito. Todo trabalho o chefe e seus colegas n\u00e3o tinham nada a reclamar dele. Mas naquele dia fat\u00eddico Jo\u00e3ozinho estava triste j\u00e1 pela manh\u00e3. Dormira mal e tivera um sonho, que n\u00e3o foi sonho e sim, um terr\u00edvel pesadelo. Porque estava triste e acabrunhado, sua irm\u00e3 Leonor o interpelou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Que h\u00e1 Jo\u00e3ozinho. N\u00e3o dormiu bem esta noite?<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o preferiu n\u00e3o falar nada. Contar o qu\u00ea! Um pesadelo? Deixar mais gente&nbsp;preocupado?!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Vamos Jo\u00e3o, fale alguma coisa! Viu algum fantasma?!<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da insist\u00eancia de sua irm\u00e3, Jo\u00e3ozinho contou seu sonho e o pior, vira mais que um fantasma, vira sua pr\u00f3pria morte. A irm\u00e3 ficou horrorizada, mas lembrando que seu pai n\u00e3o perdoaria, aconselhou o irm\u00e3o a n\u00e3o comentar nada. O pai iria dar-lhe uma boa sova de chicote e ia trat\u00e1-lo de vagabundo. Demais, era um sonho e sonho n\u00e3o faz sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos foram para o servi\u00e7o, o qual come\u00e7ava as sete horas. O trabalho desenrolava-se normalmente, mesmo porque, as palavras \u201cCUIDADO PERIGO&#8221; estavam na frente de cada oper\u00e1rio e por todos os cantos da f\u00e1brica. Que o servi\u00e7o era perigoso, ningu\u00e9m duvidava. Todos trabalhavam com a m\u00e1xima aten\u00e7\u00e3o. Mas as dez horas, sem que qualquer pessoa visse surgiu inesperadamente o terr\u00edvel fantasma devorador de vidas preciosas e quando deram pela fatal trag\u00e9dia, o fogo j\u00e1 estava alcan\u00e7ando os lugares mais perigosos. Maria, uma das oper\u00e1rias deu o alarme e saiu correndo para fora. Pedro, reconhecendo o alcance do desastre e imitando um comandante de navio naufragando gritou para que todos abandonasse o local. Somente Jo\u00e3ozinho estava no pior lugar, atras de uma grande mesa, encostado na parede e todos os lados atravancados por bombas,&nbsp;caixotes, amos Jo\u00e3o, fale alguma coisa! Viu algum fantasma?!<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da insist\u00eancia de sua irm\u00e3, Jo\u00e3ozinho contou seu sonho e o pior, vira mais que um fantasma, vira sua pr\u00f3pria morte. A irm\u00e3 ficou horrorizada, mas lembrando que seu pai n\u00e3o perdoaria, aconselhou o irm\u00e3o a n\u00e3o comentar nada. O pai iria dar-lhe uma boa sova de chicote e ia trat\u00e1-lo de vagabundo. Demais, era um sonho e sonho n\u00e3o faz sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazermos nosso intervalo no grupo escolar, ouvimos o estouro do canh\u00e3o, termo que o povo usava para comparar o volume do estampido de uma explos\u00e3o maior. Pedro e Leonor n\u00e3o puderam salvar Jo\u00e3ozinho e ainda se queimaram muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Jacinto, a um canto da casa, escutava sua filha narrar a desgra\u00e7a prevista pelo irm\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Parecia que ela falava mais para provocar um remorso em seu pai. Mas, seria evitada a explos\u00e3o a pequena f\u00e1brica se Jo\u00e3ozinho n\u00e3o tivesse ido trabalhar? Claro que n\u00e3o! N\u00e3o foi ele que causou acidente. Ele teria poupado sua vida, mas as comadres costumam dizer que \u00e9 o destino. Jo\u00e3ozinho poderia n\u00e3o ter morrido na f\u00e1brica, mas morreria no rio, na rua, dentro de casa; \u00e9 o destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Pagou com a vida, o fruto de seu pr\u00f3prio sonho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Limeira abril de 1970<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-comments\">\n\n\n\n\n\n\t<div id=\"respond\" class=\"comment-respond wp-block-post-comments-form\">\n\t\t<h3 id=\"reply-title\" class=\"comment-reply-title\">Leave a Reply <small><a rel=\"nofollow\" id=\"cancel-comment-reply-link\" href=\"\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/150#respond\" style=\"display:none;\">Cancel reply<\/a><\/small><\/h3><form action=\"https:\/\/picciblog.com.br\/wp-comments-post.php\" method=\"post\" id=\"commentform\" class=\"comment-form\"><p class=\"comment-notes\"><span id=\"email-notes\">Your email address will not be published.<\/span> <span class=\"required-field-message\">Required fields are marked <span class=\"required\">*<\/span><\/span><\/p><p class=\"comment-form-comment\"><label for=\"comment\">Comment <span class=\"required\">*<\/span><\/label> <textarea id=\"comment\" name=\"comment\" cols=\"45\" rows=\"8\" maxlength=\"65525\" required=\"required\"><\/textarea><\/p><p class=\"comment-form-author\"><label for=\"author\">Name <span class=\"required\">*<\/span><\/label> <input id=\"author\" name=\"author\" type=\"text\" value=\"\" size=\"30\" maxlength=\"245\" autocomplete=\"name\" required=\"required\" \/><\/p>\n<p class=\"comment-form-email\"><label for=\"email\">Email <span class=\"required\">*<\/span><\/label> <input id=\"email\" name=\"email\" type=\"text\" value=\"\" size=\"30\" maxlength=\"100\" aria-describedby=\"email-notes\" autocomplete=\"email\" required=\"required\" \/><\/p>\n<p class=\"comment-form-url\"><label for=\"url\">Website<\/label> <input id=\"url\" name=\"url\" type=\"text\" value=\"\" size=\"30\" maxlength=\"200\" autocomplete=\"url\" \/><\/p>\n<p class=\"comment-form-cookies-consent\"><input id=\"wp-comment-cookies-consent\" name=\"wp-comment-cookies-consent\" type=\"checkbox\" value=\"yes\" \/> <label for=\"wp-comment-cookies-consent\">Save my name, email, and website in this browser for the next time I comment.<\/label><\/p>\n<p class=\"form-submit\"><input name=\"submit\" type=\"submit\" id=\"submit\" class=\"submit\" value=\"Post Comment\" \/> <input type='hidden' name='comment_post_ID' value='150' id='comment_post_ID' \/>\n<input type='hidden' name='comment_parent' id='comment_parent' value='0' \/>\n<\/p><\/form>\t<\/div><!-- #respond -->\n\t<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O FIM TRISTE DE UM SONHO Conto Francisco Piccirilo Pequeno lugarejo, encravado no meio do Estado, em cujo lugar, tirando a vida agr\u00edcola de alguns fazendeiros que preferiam morar na Capital e l\u00e1 gastar os lucros de suas propriedades rurais e alguns negociantes de beira de estradas, S\u00e3o Lu\u00eds era lembrada somente por seus habitantes, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"saved_in_kubio":false,"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"class_list":["post-150","page","type-page","status-publish","hentry"],"aioseo_notices":[],"kubio_ai_page_context":{"short_desc":"","purpose":"general"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":317,"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/150\/revisions\/317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}