{"id":220,"date":"2024-03-06T22:38:19","date_gmt":"2024-03-07T01:38:19","guid":{"rendered":"https:\/\/picciblog.com.br\/?page_id=220"},"modified":"2024-03-06T22:38:20","modified_gmt":"2024-03-07T01:38:20","slug":"secretaria-e-amante","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/picciblog.com.br\/index.php\/secretaria-e-amante\/","title":{"rendered":"Secret\u00e1ria e Amante"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>SECRETARIA E AMANTE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conto Francisco Piccirillo<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu gabinete de trabalhos examinando diversas radiografias, Dr. Jos\u00e9 de Oliveira, com seus cinquenta anos de idade, baixo de estatura, cabe\u00e7a acentuadamente escalvado, de \u00f3culos, recebeu Lu\u00eds, noivo de Ivone, Secret\u00e1ria da Casa de Sa\u00fade &#8220;Dr. Oliveira&#8221;, o qual viera tirar algumas d\u00favidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mo\u00e7o, muito t\u00edmido, demonstrava certo nervosismo, mas conseguiu perguntar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Dr. Oliveira, minha noiva despedida desta Casa e eu gostaria de saber o porqu\u00ea. Afinal pretendo, quando me casar, mant\u00ea-la em casa. Entretanto, para mim \u00e9 at\u00e9 interessante que ela continuasse aqui, pois o ambiente \u00e9 muito bom e merece toda minha confian\u00e7a. E levantar os olhos para o jovem e continuando a mudar de chapas no visor, ora era uma radiografia pulmonar, ora uma g\u00e1strica ou de fraturas, Dr. Oliveira respondeu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Mo\u00e7o, sua noiva n\u00e3o foi despedida, ela simplesmente solicitou demiss\u00e3o. Sendo assim, n\u00e3o posso segurar nenhum empregado e foi o que fiz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Mas ela declarou-me que houve um problema s\u00e9rio e os colegas jogaram-lhe a culpa, for\u00e7ando-a a isso!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Ah, as mulheres com seus argumentos! Realmente houve um caso perr\u00edssimo e as funcion\u00e1rias s\u00e3o suspeitas, at\u00e9 que fique esclarecido&nbsp;o&nbsp;caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, ningu\u00e9m pediu demiss\u00e3o, somente ela, concluiu calmamente o Dr. Jos\u00e9. Ivone era mo\u00e7a com seus vinte e dois anos de idade. Bonita, de cabelos castanhos, longos e crespos, cintura bem delgada, quadris largos, seios bem salientes. Exercia h\u00e1 uns tr\u00eas anos a fun\u00e7\u00e3o de Secret\u00e1ria da Casa de Sa\u00fade e gozava de toda confian\u00e7a de seus patr\u00f5es e colegas. Dr. Jos\u00e9 de Oliveira, um dos propriet\u00e1rios, era muito bom para com seus funcion\u00e1rios, por\u00e9m, bastante en\u00e9rgico. Honesto, trabalhador, especialistas em cirurgias, se preocupava muito com o tratamento e outras de doen\u00e7as pertinentes. Casado, pai de tr\u00eas lindas filhas, morava ao lado do hospital. Seu socio Dr. Pero Vaz da Cunha, jovem ainda, n\u00e3o chegara aos trinta anos de idade, ora especialista em acidentes de trabalho, uma vez que a Casa de Sa\u00fade mantinha conv\u00eanios com diversas ind\u00fastrias onde os acidentes eram muito comuns, pela falta de seguran\u00e7a e outros dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Casa de Sa\u00fade, como o pr\u00f3prio nome diz, era uma casa grande, assobradada e adaptada para esse fim, mas como hospital era pequena e como funcion\u00e1rios e empregados mantinha um enfermeiro, o Mario; como Secret\u00e1ria a Ivone a cozinheira dona Laura, a lavadeira dona Alice e como quarteira e atendente, Beatriz, do fundo do pr\u00e9dio ficava em pr\u00e9dio menor, mas tamb\u00e9m assobradado, o laborat\u00f3rio de an\u00e1lise&nbsp;encima&nbsp;e,&nbsp;em embaixo sala de espera e vel\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rua Madame Bovari ficava o hospital, por\u00e9m afastado do alinhamento da rua uns cinco metros, espa\u00e7o suficiente para um ve\u00edculo trazer doentes, pois os clientes a p\u00e9 entravam por um espa\u00e7oso port\u00e3o. Entrando pelo port\u00e3o e virando \u00e0 direita o cliente ora atendido pela Secret\u00e1ria de um lado na sala de espera e, do outro lado, pelo m\u00e9dico, no consult\u00f3rio. Seguindo em linha direta do port\u00e3o havia uma pequena escada e esta correspondia com um corredor. entrada do mesmo ficavam os quartos um o dois \u00e0 esquerda e direita, logo a seguir, a enfermaria masculina com seis leitos. Seguindo o corredor, logo adiante ficava a sala de cirurgia o em frente a essa, a sala de Secretaria e mais adiante ficava a sala de radiografia, consult\u00f3rio e o pequeno gabinete onde o Dr. Oliveira examinava os diagn\u00f3sticos, bem como pesquisava, atrav\u00e9s de radiografias e outros processos, ou tratamentos que fazia aos seus clientes. Como o pr\u00e9dio era assobradado, na parte superior ficavam outros quartos e enfermaria feminina com seis leitos tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente o Dr. Oliveira promovia cursos de enfermeiros e analistas, uma vez que escolas para isso era muito dif\u00edcil numa cidade interiorana. O curso era a noite com aulas pr\u00e1ticas e teorias, nas o Dr. Oliveira, com ser humano e mortal tamb\u00e9m foi, pelo estar, v\u00edtima dos seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os vindos a sofrer um enfarte o qual nunca mais o deixou&nbsp;com&nbsp;sa\u00fade boa, falecendo precocemente, quando parecia vender sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer doente internado ou n\u00e3o, tinha toda assist\u00eancia necess\u00e1ria ao seu tratamento. Exames de escarros, urina, sangue, radioscopia, radiografia e outros atinentes \u00e0s necessidades exigidas. O Dr. Oliveira fazia quest\u00e3o de manter tudo isso ali para que o doente n\u00e3o precisasse ir a outras plagas mesmo porque a cidade ali era pobre e o povo mais ainda. Tudo era feito com sacrif\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dissemos adiante, o n\u00famero de funcion\u00e1rios era pequeno, o suficiente para atender os pacientes internos e externos. Havia tamb\u00e9m um analista e seu ajudante de laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Decorrido certo tempo o enfermeiro M\u00e1rio, muito esperto e atento ao menor detalhe de tudo o que ocorria no hospital, percebeu que quando o Dr. Pero se retirava do consult\u00f3rio, a Secretaria tamb\u00e9m desaparecia e passados alguns instantes, ambos apareciam. O desaparecimento n\u00e3o seria notado se houvesse substitutos, mas n\u00e3o havia e clientes ficavam a espora at\u00e9 que ambos retornassem. M\u00e1rio come\u00e7ou a notar que o desaparecimento dos dois estavam ficando cada vez mais pr\u00f3ximos nos dias da semana e sempre entre duas e quatro horas da tarde. E \u2018claro que depois das nove horas o expediente da Casa era diminuto, mas Ivone e o Dr. Vaz desapareciam para encontros amorosos em quartos desocupados. Sua preocupa\u00e7\u00e3o foi grande em rela\u00e7\u00e3o aos colegas e seu patr\u00e3o Dr. Oliveira, mesmo assim, arriscou levar ao conhecimento do Dr. Oliveira, pois o encontro do casal estava colocando moral da Casa de Sa\u00fade em jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa manh\u00e3, quando o enfermeiro atendia o Dr. Oliveira em suas pesquisas e o Dr. Vaz da Cunha estava participando de um Congresso M\u00e9dico na Capital, resolveu soltar a l\u00edngua e colocar seu patr\u00e3o ao par do que estava acontecendo. Podia continuar quieto, afinal a mo\u00e7a n\u00e3o era nada dele e o Dr. Pero, al\u00e9m de m\u00e9dico era propriet\u00e1rio e patr\u00e3o de ambos, mas em rela\u00e7\u00e3o s\u00f3 Dr. Oliveira, sua consci\u00eancia perturbava-o.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito nervoso e com a voz tr\u00eamula foi falando.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Dr., o senhor tem ci\u00eancia do que est\u00e1 acontecendo nesta Casa de Sa\u00fade?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Al\u00e9m de minha fam\u00edlia, de meus clientes e de outros casos fora daqui nada mais sei! O que h\u00e1 de novo?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Se o senhor permitir e n\u00e3o se ofender, poderei contar alguma coisa que venho notando j\u00e1 al- gum tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rio falava, mas tremia, gaguejava, ele que era um homem alto, magro, bem moreno, calmo e trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Pois voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 comprometido, se atrasou em me comunicar o que aconteceu ou est\u00e1&nbsp;acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Voc\u00ea me conhece muito bem e h\u00e1 muito tempo e sabe que quando n\u00e3o estou em minha casa ou fora daqui, permane\u00e7o neste trabalho dia e noite!<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que o Dr. Jos\u00e9 de Oliveira mantinha em sociedade, um hospital em outra cidade, da\u00ed estar fora periodicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;-Pois bem Dr., n\u00e3o me leve a mal, mas desconfio e posso provar que o Dr. Pero e &nbsp;Ivone andam se encontrando em quartos desta casa, para atos amoroso. N\u00e3o posso provar se realmente eles agem assim l\u00e1 dentro, porque a porta permanece trancada, \u00e9 claro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Qu\u00ea!!! Voc\u00ea disse encontros amorosos sexuais dentro deste hospital!!!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Por favor Dr \u00e9 claro nunca entrei dentro do quarto, mas se n\u00e3o fosse para isso, o Dr. Cunha n\u00e3o resolveria seus problemas dentro da secretaria?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;A partir deste momento voc\u00ea fica respons\u00e1vel para elucidar o caso e o que fa\u00e7o com ambos, se for verdade?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Ao Dr. Pero o senhor n\u00e3o far\u00e1 nada, quanto a Ivone, essa dever\u00e1 ser despedida. Poder\u00e1 parecer ci\u00fame de minha parte, mas o Dr. Van, al\u00e9m de m\u00e9dico s\u00f3cio propriet\u00e1rio desta Casa, \u00e9 chefe de familia o que n\u00e3o ficaria bem um esc\u00e2ndalo desta natureza neste estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Bem que o merecia, ainda mais por ser um m\u00e9dico o qual deveria dar aula de moral&nbsp;o&nbsp;mant\u00ea-la aqui dentro. De qualquer forma fique alerta o tome todas as provid\u00eancias que forem necess\u00e1rias. Quanto a min n\u00e3o sei de nada e vou continuar em minhas pesquisas, concluiu o Dr. Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esses poderes Mario foi gradualmente pondo todos os demais funcion\u00e1rios inclusive Luciana filha mais velha do Dr. Oliveira, no par do que estava acontecendo e os encontros continuavam se realizando.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada reuni\u00e3o a dois, a qual nunca foi poss\u00edvel qualquer pessoa penetrar no recinto do quarto, continuava acontecendo at\u00e9 que um dia, ali pelas tr\u00eas horas da tarde quando tudo parecia calmo, Mario percebeu que Ivone sa\u00edra da Secretaria para o quarto dois, um dos mais f\u00e1ceis de ser pago. As rela\u00e7\u00f5es entre ambos j\u00e1 estavam t\u00e3o comuns que nem mesmo observavam o perigo a que estavam se expondo. O quarto dois ficava na frente da porta que dava para o corredor. A janela dava para um quintal onde a lavadeira estendia as roupas e a cozinheira, da cozinha, tinha tamb\u00e9m ampla vis\u00e3o. M\u00e1rio, que auxiliava o Dr. Pero nesse instante, viu-o sair do consult\u00f3rio e se dirigir ao quarto dois.<\/p>\n\n\n\n<p>Garantido de que estava certo do encontro do Dr. Vaz com Ivone no quarto visado, Mario avisou o Dr. Oliveira e mobilizou o pessoal. Na porta&nbsp;do&nbsp;corredor, descontraidamente ficou Luciana. Pelo corredor ficou Beatriz, fazendo faxina; pelo quintal, a lavadeira ia estendendo as roupas e recolhendo outras; na cozinha, cantarolando, como sempre fazia, dona Laura ajudava vigiar o quintal, isto \u00e9, a janela do quarto. Com jeito de que procurava uma ficha de cliente, Mario revirava o arquivo da Secretaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse dia ou porque estava mais dif\u00edcil ou as tramas melhor para ambos, somente ali pelas quatro horas o Dr. Pero saiu do recinto, mas deparou com Luciana na porta do corredor. Imediatamente voltou ao quarto fechando a porta. Naturalmente foi prevenir a amante. Voltando novamente para fora com um livro nas m\u00e3os se dirigiu \u00e0 Luciana e procurou, com pretexto do livro desviar a mo\u00e7a. Esta, por\u00e9m, que tamb\u00e9m lia um livro de estudo recusou o convite alegando que ali estava bem. Dr. Pero seguiu em frente, mas para fora do hospital, entrou pela porta do consult\u00f3rio e foi conversar distraidamente com seu colega. Ivone, noiva de um rapaz da cidade, rapaz de boa fam\u00edlia e de boas inten\u00e7\u00f5es, toda aflita, chorando, estudava um jeito de sair pela janela, mas viu que dona Laura e dona Alice n\u00e3o saiam de seus postos e ainda na escadaria do laborat\u00f3rio, tamb\u00e9m J\u00falio, ajudante do analista, espionava. Ivone se mordia, chorava, protestava, tentava abrir a porta, mas Luciana n\u00e3o saia de seu lugar. E que explica\u00e7\u00e3o ela daria se existe pela janela?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podendo continuar escondida e n\u00e3o tendo ningu\u00e9m para lhe ajudar, Ivone, com o maior despontamento saiu do quarto e se dirigiu \u00e0 Secretaria encontrando antes com Beatriz no corredor&nbsp;e&nbsp;Mario,&nbsp;o qual na sua sala de trabalho, muito aflito, procurava una ficha de cliente devedor. Quando Ivone chegou o sentou-se em sua cadeira de trabalho, Mario, mais que depressa se dirigiu a ela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Faz mais de uma hora que procuro a ficha do Francisco Porto Feliz e n\u00e3o consigo encontr\u00e1-la. O Dr. Oliveira est\u00e1 ansioso pela demora o voc\u00ea n\u00e3o aparecia!<\/p>\n\n\n\n<p>Ivone, demonstrando nervosismo, parecendo olhar, procurou a ficha, mas ou outro fich\u00e1rio, arquivo de clientes dispensados. Mario sabia disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dr. Oliveira deixou passar as horas e ningu\u00e9m interferiu nos assuntos de Ivone com o Dr. Pero. Cada um ficou ou sua posi\u00e7\u00e3o de trabalho, apenas seriam testemunhas, para um caso mais dif\u00edcil. Quando soou as seis horas da tarde, hor\u00e1rio em que Ivone encerrava novo expediente, o Dr. Oliveira chamou-a e explicou sua decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Dona Ivone, h\u00e1 muito tempo que acompanho seus encontros com o Dr. Vas da Cunha em minha Casa de Sa\u00fade. N\u00e3o sei o que faziam nesses encontros, apenas imagino, entretanto, para o bom nome desta Casa, a partir de amanh\u00e3 a senhorita enta despedida de seu emprego, mediante uma demiss\u00e3o que vai bater agora, com um m\u00eas de anteced\u00eancia. Assim a senhorita, fazendo isso evita menos esc\u00e2ndalos neste hospital e estar\u00e1 saindo de sua livre as espont\u00e2neas vontades, sem nenhum problema com as leis&nbsp;trabalhistas, Compreendendo sua situa\u00e7\u00e3o, Ivone se retirou, datilografou sua pr\u00f3pria demiss\u00e3o entregando-a ao Dr. Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;Amanh\u00e3 a senhorita passar\u00e1 no escrit\u00f3rio para receber seu pagamento e outros direitos, concluiu o Dr. Oliveira, mantendo sua calma, como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ivone apresentou sua vers\u00e3o ao noivo, da\u00ed ele se dirigir ao Dr. Oliveira e o mesmo continuando na ignor\u00e2ncia da verdade se conformou com o Dr. Oliveira. Ela, Ivone, pediu sua demiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">31\/05\/1984 \u2013 Concurso de Contos S\u00e3o Bernado do Campo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SECRETARIA E AMANTE Conto Francisco Piccirillo Em seu gabinete de trabalhos examinando diversas radiografias, Dr. Jos\u00e9 de Oliveira, com seus cinquenta anos de idade, baixo de estatura, cabe\u00e7a acentuadamente escalvado, de \u00f3culos, recebeu Lu\u00eds, noivo de Ivone, Secret\u00e1ria da Casa de Sa\u00fade &#8220;Dr. Oliveira&#8221;, o qual viera tirar algumas d\u00favidas. 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